ONGs agora podem se cadastrar para terem domínios .ngo

 

Existem entre 700 milhões a um bilhão de websites. A maioria desses – e os em maior demanda – são os com domínio .com. Outros top-level domains (TLD, ou domínios de auto nível) como .net e .org possuem parcelas significativas, e TLDs específicos para países, como o indiano .in, são populares também.

 
Caridades, ONGs e outras organizações afins originalmente escolheram os TLDs .org, porém esses eventualmente se tornaram sem restrições: Não existe nada que impeça o pornografo local de comprar para si um domínio .org. ONGs em busca de um nome fácil de lembrar para seus websites tiveram que competir com o resto do mundo e as opções exponencialmente foram se tornando mais limitadas (por exemplo, 328 milhões de novos domínios forram registrados em 2013).

 

Entretanto, começando no final desse ano, haverá uma nova opção para as ONGs: Um domínio .ngo (ou .ong para francês, italiano, português, espanhol). O Public Interest Registry (PIR, ou Registro de Interesses Público), organização que gerencia os domínios .org, é o órgão fiscalizador desses novos domínios.

 
Como isso começou?

 

Brian Cute, Diretor Executivo do PIR, explica: “Quando o órgão fiscalizador principal da internet, ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, ou Corporação da Internet para Nomes e Números), aprovou a expansão do sistema de nomenclatura da internet em junho de 2011, o que nos deu a oportunidade de introduzir uma plataforma completamente nova para lidar com alguns dos pontos problemáticos da comunidade, notoriedade, visibilidade e captação de recursos. Meus colegas e eu buscamos o feedback da comunidade internacional de ONGs para determinar se essas extensões de domínio seriam benéficas. Viajamos ao redor do mundo para nos reunir com ONGs sobre seus desafios online e realizamos dezenas de sessões informativas. A resposta foi extremamente positiva e a favor desses dois novos domínios para ilustrar a autenticidade de uma ONG.”

 

Porém esses nomes de domínio não estão abertos a todos. Os candidatos devem ser organizações ativas com limitada influência governamental (elas devem ser capazes de decidirem suas próprias políticas e atividade, independente de controle direto governamental ou político), e devem ser voltadas a agir em interesse público. Os funcionários e membros da ONG devem ser agentes independentes, não partes de partidos políticos, e devem agir dentro dos limites da lei.

 

“Antes de se tornarem membros da comunidade, será exigido das ONGs confirmação que a organização delas alcança esses critérios e que elas são representantes autorizadas da organização. Depois dessa confirmação, a ONG vai passar por um processo de validação da PIR. As organizações registradas terão 60 dias para concluir este processo, período no qual sua filiação será colocada em servidor de espera,” disse Cute.

 

Uma série de outros serviços, organizações e sites ao redor do mundo oferecem listagem e verificação de ONGs. Aonde o PIR espera oferecer um plus é a criação de uma comunidade online com um site – globalngo.org – e um diretório de buscas global. Isso é desenvolvido para ajudar as organizações sem fins lucrativos a terem visibilidade, capitação de recursos e interligação com seus iguais. E o processo de validação assegura que sites com um domínio .ngo (ou .ong) são legítimos.

 

Artigo Original: Forbes India