Governo é principal pilar de crescimento da Symantec no País

A partir da criação de um grupo de trabalho no Brasil, a Symantec pretende reforçar a oferta de soluções de segurança para as empresas do setor público. Durante encontro com a imprensa, o CEO da fabricante, Enrique Salem, disse que as soluções para e-Gov (governo eletrônico) serão um dos pilares do crescimento da fornecedor no Brasil nos próximos anos.

"O Brasil é um dos países com maior índice de envio de declarações de Imposto de Renda pela internet e tem condições de ser um dos líderes em e-Gov no mundo", disse Salem.

O CEO lembrou que hoje a Symantec já trabalha com órgãos públicos, como o caso da Receita Federal, que usa as soluções de certificação digital da companhia. Ainda de acordo com ele, os clientes ligados ao governo representam a terceira maior fonte de receitas da empresa no Brasil, sendo superados apenas pelas áreas de finanças e de telecom. 

Outro foco da empresa de segurança serão as médias e pequenas empresa (PME) e o setor de Software como Serviço (SaS), em que o consumidor não compra um produto, mas paga uma assinatura mensal ou anual pela proteção em e-mail online ou mensageiro instantâneo, por exemplo, ou para fazer backup online. "Temos 12 milhões de clientes que armazenam suas informações em nossos servidores", afirmou Salem.

De acordo com o executivo, o faturamento da Symantec atualmente divide-se em 70% em negócios para empresas e 30% para consumidores finais. No entanto, ele acredita que em breve essa divisão não fará mais sentido. "Quando você entra com seu smartphone ou notebook na empresa, tanto faz. O que importa é ter proteção para seus dados em qualquer lugar", apontou. "Essa linha ficará cada vez mais tênue".

O CEO também comemorou o fato de a empresa ter sobrevivido sem grandes danos ao que chamou de "pior recessão dos últimos tempos". Para ele, "segurança não depende da economia". Mesmo durante a crise, disse, o volume de criação de dados continuou em torno de 50% ao ano. No entanto, pela primeira vez na história o faturamento da empresa em um ano fiscal (2010) apresentou queda – de US$ 6,2 bilhões para US$ 6,1 bi.